Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula e lidera segundo turno com 46,3%, diz pesquisa Atlas Intel/Bloomberg

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (25) aponta um cenário apertado na corrida ao Planalto em 2026, com recuo no desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em simulação de segundo turno, Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro de um ponto percentual: 46,2% para o petista e 46,3% para o senador. Em janeiro, Lula tinha 49,2% contra 44,9% de Flávio, o que indica perda de vantagem fora da margem de erro em apenas um mês.
O levantamento também testou o governador de São Paulo, TarcÃsio de Freitas (Republicanos), que, embora não se declare pré-candidato, surge numericamente à frente de Lula em eventual segundo turno: 47,1% a 45,9%. Em janeiro, o presidente liderava esse confronto por 49,1% a 45,4%. O desempenho consolida TarcÃsio como o nome mais competitivo da direita no momento, com taxa de rejeição de 35,5%, inferior à de Flávio Bolsonaro, que registra 46,4%.
Em outros cenários, Lula mantém vantagem contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), embora por margem mais estreita do que em disputas contra outros nomes do campo conservador. A dianteira é mais confortável diante do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e também nos cenários que incluem governadores do PSD, como Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Junior (PR) e Eduardo Leite (RS).
Nos cenários de primeiro turno com Lula e Flávio como candidatos, o presidente aparece em torno de 45%, enquanto o senador não ultrapassa os 40%. Quando TarcÃsio substitui Flávio, Lula marca 43,3% e o governador paulista chega a 36,2%. Em um cenário com Flávio e TarcÃsio simultaneamente na disputa — hipótese considerada improvável, já que o governador afirma que apoiará o nome indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro — o senador registra 33,1%, TarcÃsio 7,4% e Lula alcança 47,1%, percentual próximo de viabilizar vitória em primeiro turno.
A pesquisa ouviu 4.986 eleitores recrutados digitalmente entre 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto percentual, com nÃvel de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07600/2026 e custou R$ 75 mil, pagos pela própria empresa.
O estudo também mediu a avaliação do governo. Segundo os dados, 51,5% desaprovam o presidente, enquanto 46,6% aprovam — indicando queda na aprovação e alta na desaprovação em relação a janeiro. Na avaliação da gestão, 48,4% consideram o governo ruim ou péssimo, 42,7% o classificam como ótimo ou bom e 8,9% o avaliam como regular.















